domingo, 16 de novembro de 2008

DIVAGANDO...




Não sei...

...Que outro tempo virá até ao fim dos Tempos...
Nem sei se existirá um outro coração de luz
(além do que me bate no peito...)
No horizonte da minha escuridão...
(Tu?!)


Procurei-te...

...E tu não estavas...
Procurei nos dias e nas noites...
Nas ruas e nos olhares
Desvaneceste!
Sabes por que janelas me perdeste?


Pergunto-me...

...Serás tu o meu caminho?
Ou serás somente uma encruzilhada...
(Pedaços de noites que nunca serão Lua)...
Quem serei eu, quando chegar até ti?
Serei Mulher, só isso sei!


Quando...

...Os teus dedos sedentos
Apressadamente me despem...
Falam-me de viagens adiadas...
Mais tarde quando o teu olhar me veste
Partilha viagens só nossas...


Iço a vela...

...Por quem quero navegar
Lá na doce voz de algum mar
Sangue e sal em movimento...
Que desenho em ascendente tela
Ondulando...


Mesmo longe...

...Eu sei que me sentes...
Que me adivinhas as noites...
Que a tua pele treme ao pensar na minha...
(Imagino as gotas do teu orvalho)


Tenho...

...Um mundo só meu...
Um mundo em que tu existes
Em que a leveza dos teus dedos...
Me dá asas para iniciar o vôo...


No silencio...

...Ouço o quanto me sentes a falta...
Corro para ti devagar
E no abraço da noite, aprendo-te
Os contornos dos dias...


Quero...

...Que aconteças em cada pedacinho de mim
Que me sintas no teu olhar...
Que o fim da minha saudade, seja o princípio de ti...
Quero-te muito!


Hoje...

...Eu sei que visitas o bater do meu coração...
Nas tuas noites de insônia...
Será que tu sabes?
Que a minha mão te abre à porta...


Tu sabes...

...Que me encontras se quiseres...
No desfiladeiro do tempo
Onde os sorrisos se multiplicam...
E a alma se veste de pétalas de azul
Quando se partilha...


Tuas ou minhas...

...São imensas as palavras ditas ao vento...
Na leveza de algodão doce...
Outras são um chicote meigo...
Qual carimbo de ilusões...


Entre nós...

...É mínimo o espaço entre...
O gesto de partir e o olhar do regresso...Descanso-me em ambos...
Corpo e alma de ti...


Ontem...

...Sorri a um sonho que me cabe nos olhos...
Respondeu-me sussurrando...
Que o meu olhar é maior que o sonho...
Por isso é o maior sonho possível.


Aprende-me...

...Eu sou o Tudo ou talvez não...
Nunca sendo o nada!
Quero-te todo?
Uma gota a menos...é nada!
Faço tão pouco do nada!


Já imaginaste...

...Que bom seria pegar no búzio ali à beirinha...
pintado de azuis de mar...
e ouvir-lhe os teus segredos...
Depois abraçá-lo no silêncio das águas
Que namoram, lá bem no fundo de ti...


Eu sei que...

...É a nossa Lua e o nosso mar...
Feitiço dela ou dele, não sei...
Só sei que quando a hora da partida se anuncia...
O corpo vai, mas, o coração diz: (fico-me!)...


...Pensei-te durante um tempo
Pensei-te de manhã, à tarde...
Ao Sol e à Lua!
Hoje decidi... Esquecer-me
Olhar o horizonte e voar por outros "azuis"

...O teu cheiro num minuto e meio...
Numa hora e meia... Beijar-te
Um dia e meio para te Amar...
Em todos as meias noites de um ano e meio
E continuo à tua espera faz uma vida e meia.


"Não sei em que tempo da vida eu me fixei
Não sei das vezes que venci ou fracassei
Não sei se sabia das coisas ou se assim julguei
Não sei se cresci, regredi ou estacionei
Se bem ou mal resolvida aqui cheguei
Com marcas tantas e tão doridas que nem sei
Se são plausíveis, os sonhos todos que sonhei.
Amores, os tive para perder
A cada amor, lágrimas infindas a correr
Qual se fora estranha predestinação
Ver lacerado sempre e tanto o coração
Que pela ausência de amor, já quis morrer.
Esta é talvez a sina da poeta
Buscar aqui e ali su'alma dileta
Verter rimas doces, quentes, quietas
Como que a implorar:
Quero viver!!!"

*

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